22 dezembro, 2011

Rio pode se firmar como o segundo maior estado produtor de automóveis

O Estado do Rio de Janeiro poderá se tornar o segundo pólo mais importante do país na área automotiva. Atualmente produz 220 mil veículos e a previsão é chegar a 900 mil na década. Hoje a produção de automóveis no país é de 3,5 milhões e, em 2018, pulará para 5 milhões de carros.

mapa rio de janeiro

Para alcançar a meta, o governo já garantiu a vinda de grandes montadoras como, por exemplo, a Nissan, MAN (veículos pesados), e Peugeot-Citröen. Para 2012, está prevista a instalação de outras montadoras como a chinesa JAC, Volkswagen (VW), BMW e uma empresa européia, conforme disse nesta quarta-feira o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Júlio Bueno.

O secretário lembrou que o estado, ao longo deste ano, conquistou investimentos importantes em áreas estratégicas como o da Nissan (US$ 1,4 bilhão), Ternium (US$ 5 bilhões), RHI Refratários Brasil (US$ 100 milhões), estaleiro da Marinha e base naval em Itaguaí (US$ 2,5 bilhões), parque tecnológico (US$ 650 milhões), Michelin (US$ US$ 600 milhões), Gerdau (US$ 132 milhões), Procter & Gamble (US$ 83 milhões), Nestlé (US$ 100 milhões), Hyundai (US$ 150 milhões), MAN (US$ 1 bilhão) e Technip (US$ 360 milhões). Além da Peugeot-Cirtröen (US$ 1bilhão) e da NKT (US$ 100 milhões). "Também estamos negociando a vinda de fabricantes de autopeças para o Rio, em Resende. Estamos negociando com todas as montadoras, inclusive a VW".

Para o secretário Bueno, o Estado também se tornará um grande pólo siderúrgico com a instalação de uma siderúrgica semelhante a CSA. Com isso, segundo ele, o Rio de Janeiro se tornará, nos próximos 10 anos, o maior produtor de aço e o segundo de automóveis no país. "O Brasil é o principal exportador de minério de ferro (35% e produz, apenas, 3% de aço. Então, a possibilidade enorme de crescer", disse, acrescentando que a Wisco tem grandes possibilidades de se instalar no Estado. As conversas, de acordo com ele, ainda estão em andamento. "Em função das siderúrgicas, a empresa austríaca RHI Refratários está investindo para duplicar sua produção.

Industria Naval - Na área naval, Bueno frisou que, além do estaleiro da Marinha, que entrará em operação no final de 2012, o Estado se consolida como base da indústria naval, uma vez que, segundo ele, o setor conta com investimentos importantes de mais três estaleiros: Inhaúma (US$ 100 milhões), Aliança (US$ 100 milhões) e OSX (US$ 1,5 bilhão). Além disso, ainda tem a área do Cajú que tem uma demanda de infra-estrutura. E o estaleiro Caneco, cuja solução depende de uma decisão da Justiça. "Com esses investimentos, consolida a região como um dos maiores pólo do país".

Júlio Bueno também disse ainda que o Rio de Janeiro está se tornando um grande construtor de embarcações de lazer. Para isso, implementou uma política de tributação diferenciada, com a redução do ICMS de 19% para 7% em todo o estado. Segundo ele, três empresas estão negociando e a geração de empregos gira em torno de 1.500 por empresas. E no setor portuário, disse que a dragagem do Porto do Rio já foi feita, passando de cerca de 12 metros para 17 metros, um metro a mais do que o calado do porto de Santos. "Os portos do Rio, diferentemente do país, não operam em plena capacidade. Por isso, as condições de crescimento são enormes. O porto do Rio será a segunda base offshore da Petrobras. E Itaguaí será à base do pré-sal", comentou, acrescentando que em Barra do Furado, cujo projeto é de 7 anos, saiu do papel com a instalação do estaleiro BR offshore, que é um fundo de investimento e que está aplicando cerca de R$ 500 milhões. A dragagem deverá levar cerca de 18 meses para estar pronta e o investimento gira em torno de R$ 120 milhões.

Bueno fez questão de frisar que o governo está implantando um pólo de navipeças entre Magé e Duque de Caxias e que estará concluído em 2012. "O circulo da indústria naval tem um novo peso, trazer o setor de navipeças para o Brasil. E o Rio está se estruturando para se tornar atraente. Vamos disponibilizar uma área de 500 mil metros quadrados ou 700 mil metros quadrados", disse. Os empreendimentos contarão com incentivos tributários, doação de área, entre outros icentivos.

 

Fonte: Monitor Mercantil